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“Doutor, me passa aí um remédio bom para memória.” Não é incomum eu ouvir esse pedido.

O melhor remédio para memória que eu conheço não está disponível em prateleiras de farmácia. (Obs: isto posto, não significa que não se deva tomar medicamentos com essa finalidade.)

O melhor remédio para memória que eu conheço chama-se *pensamento*. Sim, o maior interessado na qualidade da memória não pode ser outro que não o próprio pensamento, que se utiliza da memória como uma de suas principais ferramentas de sustentação.

Assim como a melhor forma para se lidar com a tosse nem sempre é um medicamento anti-tussígeno, mas sim o cuidado com a saúde respiratória...

Assim como a melhor maneira de se combater a azia nem sempre é com um remédio anti-ácido, mas sim com uma alimentação saudável...

...talvez o modo mais sensato de estimular a memória seja através de um cuidado mais profundo com uma mente e um pensamento globalmente saudáveis.

Lembrança é aquilo que nos remete ao passado. Memória é uma ponte para nos conectar ao futuro. Nós utilizamos nossa memória recente para saber quando será determinado compromisso, qual roupa utilizar para ir a determinado evento, saber onde estão as chaves, etc.

Quando alguém está com problemas relacionados às lembranças (fatos e acontecimentos passados), além de buscar ajuda médica especializada naturalmente, cabe esclarecer se porventura não existiria um símbolo mental oculto relacionado a isso. Há algo que seja conveniente de se apagar? Há algo que se queira esquecer? Será que o cérebro dessa pessoa não estaria providenciando uma “faxina” subconsciente ligada a símbolos correlacionados à alguma percepção algo “mal digerida” ou algo “mal guardada” do passado?

Quando alguém apresenta problemas relacionados à memória operacional diária (nossas pontes com o futuro), além de obviamente buscar ajuda profissional especializada, talvez seja interessante também explorar o que dificulta a conexão dessa pessoa com o futuro. A vida que essa pessoa leva não é satisfatória? Por que? A manutenção dessa forma de viver adiante vai levar para onde? Ou será que a “missão”, “meta” ou “propósito” de vida já foi realizada a contento suficiente? O que obstruiria a condução dessa vida rumo ao futuro? Apego ao passado? Falta de sentido?

O passado é imutável. O futuro é incerto. O passado é seguro. O futuro dá medo. Agarrar-se ao passado para evitar o futuro pode talvez facilitar a degeneração do nosso cérebro.

Por mais glorioso que um passado remoto possa ser, não se pode evoluir rumo ao passado, apenas rumo ao futuro. Evolução é vida. E Evolução pressupõe mudança. O processo de mudança geralmente incita medo, sofrimento, custo, dor, insegurança e cansaço. A alternativa a não mudar é não evoluir, estacionar. Só que como vida e evolução simplesmente não podem ser separadas uma da outra, são faces da mesma moeda, se eu tento frear as mudanças, se eu tento barrar o meu processo evolutivo, eu talvez possa estar começando a danificar minha própria mente, favorecendo a degeneração dos neurônios no meu cérebro.

Essas colocações não substituem a avaliação médica tradicional para tratamento de doenças relacionadas à memória. Tais colocações possuem o intuito de complementar reflexões acerca do tema.

Autor: Dr. Leonardo José Lourenço

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