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O conceito de atendimento personalizado, ou slow medicine, remonta do começo desse século. Essa prática é fundamentada em uma relação mais humanizada entre médico e paciente. Em vez de ouvir a pessoa por poucos minutos, o especialista busca o entendimento da doença por meio de diálogo e orientações que causem bem-estar.

O que é?

O médico chama pelo nome do paciente que aguarda sua vez na sala de espera. O paciente entra na sala de consulta, cumprimenta o especialista. Em seguida senta na cadeira. Com a caneta em mãos, o médico pergunta o problema, sem olhar no rosto do paciente. Este começa a relatar o quadro patológico, ao mesmo tempo em que o especialista faz suas anotações no prontuário. Algumas interrupções são feitas para perguntas. Dependendo do caso, um breve exame clínico é realizado. Mas na maioria das vezes sequer se levanta de sua cadeira. Apenas lhe entrega uma guia para exames ou uma receita com vários nomes de remédios. 

Quem nunca passou por um tipo de situação como essa? Essa dinâmica entre paciente e médico é um dos métodos mais tradicionais, empregado à exaustão por muitos profissionais da saúde. É esse tipo de prática que é contestada pela slow medicine.

Essa crítica é realizada desde o começo dos anos 2000, com um setor da medicina que combate a prática pouco humanizada dentro dos consultórios médicos. Portanto, criou-se o slow medicine, procedimento que visa um estreitamento na relação entre o profissional e o paciente. A tônica do movimento prevê mais diálogo e menos exames e remédios. A não ser que a prescrição seja absolutamente imprescindível.

Entusiastas dessa prática de medicina sem pressa são críticos vorazes dos rápidos atendimentos. A medicina sem pressa prega que a tal agilidade durante uma consulta médica não propicia o conhecimento necessário para o tratamento eficaz de um paciente. Questiona-se também os benefícios que a prescrição de exames e remédios em demasia podem contribuir com a saúde do doente.

Nesses casos, o atendimento personalizado é fundamental para a recuperação de uma pessoa. Afinal, com mais tempo de consulta, é possível se atentar às necessidades específicas de cada paciente. Essa prática colabora com a sensação de alívio e de bem-estar da pessoa que procurou o auxílio médico. Se não bastasse tudo isso, o atendimento personalizado é mais econômico, já que a indicação de medicamentos e exames só é realizada em casos de extrema necessidade. 

Especialistas em medicina sem pressa devem se atentar a uma cartilha de perguntas fundamentais durante a consulta. Desenvolvida pela Academy of Medical Royal Colleges, a campanha incentiva os pacientes a fazerem cinco perguntas essenciais aos profissionais de saúde. Devem ser questionados:

1 - A necessidade de um exame ou procedimento específico;

2- Os riscos e desvantagens, caso sejam tomados os rumos desse tratamento;

3 - Se existe algum efeito colateral que cause agravamento na condição;

4 - A possibilidade de métodos alternativos e mais seguros;

 5 - A relevância de tal procedimento para o combate à doença, que deve ser repassada ao paciente.

Afinal, é consenso geral que qualquer exame solicitado, independentemente do grau de complexidade, apresenta riscos. Um dos mais notórios é o diagnóstico errado, que causa uma série de contratempos como estresse dispensável, perda de tempo e gastos financeiros evitáveis. Além do mais, a maioria dos exames e medicamentos possui efeitos colaterais e riscos para saúde de um paciente. Por isso esse tipo de prescrição é evitado pela slow medicine. 

Não é por menos que a aceitação por esse tipo de prática foi surpreendentemente positiva. Sobretudo para pacientes da terceira idade, que são os mais presentes em consultórios médicos.

Em contrapartida, muitos médicos mais tradicionais responsabilizam o próprio paciente por exigir um exame ou tratamento específico. A própria Academy of Medical Royal Colleges demonstrou, em um estudo realizado no Reino Unido, que 82% dos profissionais alegaram essa imposição por parte de seus pacientes. 

Esse cenário alarmante é combatido pela medicina sem pressa. Por meio do diálogo e entendimento, é possível encaminhar a pessoa para um tratamento mais humanizado. Felizmente no Brasil, muitas clínicas já implementaram essa filosofia durante as consultas. O que antes, dificilmente, ultrapassava 15 minutos, hoje em dia pode demorar de meia a uma hora.

O especialista em saúde deve zelar por uma relação justa e respeitosa com seu paciente. Sem concessões e pressa. A pessoa deve se sentir ouvida e, sobretudo, acolhida. Dos preceitos que fundamentam a medicina sem pressa, destacam-se:

- Tempo;

- Individualização;

- Autocuidado;

- Positivismo quanto à saúde;

- Prevenção;

- Bem-estar;

- Integração entre várias áreas da medicina;

- Empatia

- Uso comedido da tecnologia.

Todos esses elementos são essenciais para a qualidade de vida e, portanto, devem ser priorizados durante o atendimento personalizado dirigido à uma pessoa doente.

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